6 de março de 2020

The Crew 2

Sim, isso mesmo, estamos de volta com The Crew, mas dessa vez com o segundo jogo que veio com uma proposta interessante pois além dos carros e motos iremos pilotar aviões e barcos em corridas sensacionais, novamente tendo os Estados Unidos como nosso Playground. Sendo lançado em 31 de Maio de 2018 esta sequencia aposta na ideia de maior e melhor, com muito mais veículos disponíveis, mais modalidades de disputa e um mapa maior, mas ser maior tornou o game verdadeiramente melhor?

The Crew 2 deixa todo aquele enredo de mundo do crime, policia e ladrão e tudo mais, agora nós somos um piloto que precisa ganhar popularidade e fazer seu nome no mundo das corridas, seja na terra na água ou no ar, devemos impressionar as 4 equipes existentes em Motornation ( é o nome que os personagens do jogo deram para os Estados Unidos durante os eventos "Live), e essas equipes são Street Racing, Offroad, Freestyle e Pro Racing, todo o enredo do game gira em torno disso, a história é super simples pois de fato esse não foi o foco neste game, ela esta la basicamente pra nos ensinar como as coisas funcionam neste titulo.
E a Ubisoft não deixou o enredo para traz e deixou de nos recompensar, nada disso, para compensar a falta de enredo temos muito mais veículos, são mais de 300 nesse game e poder explorar esse mapa gigantesco ( que esta maior ainda agora) de formas extremamente diferentes dependendo do seu veiculo.
Os problema do titulo anterior foram em partes corrigidos, os gráficos melhoraram absurdamente em comparação com The Crew 1, ainda não tem gráficos de ponta para a geração mas como estão agora é mais do que suficiente para um game de corrida, a iluminação foi muito melhorada e os veículos estão muito mais detalhados, a unica coisa que não teve melhoras são as pessoas, parece que isto não melhorou em nada, o que é decepcionante pela diferença de tempo entre os dois games.
 A física do jogo foi melhorada, agora todas as arvores e objetos são sólidos e não acontece de atravessarmos alguns e bater em outros, os únicos objetos sólidos que podemos derrubar são postes e algumas placas, mas é consistente a solidez dos objetos. Já a física dos carros não foi muito melhorada, tiveram pequenas coisas refinadas, o que passa a mensagem que as reações não tão realistas dos carros são propositais, o que deixa de ser um problema tão grande já que não temos mais as perseguições policiais. Ao menos para compensar a falta das perseguições policiais os modos disponíveis apenas em DLC anteriormente (Drag, Drift e Monster Truck)  agora estão presentes no game base.

 Continuando a falar sobre modos de jogo, os modos Off Road são sensacionais, a sensação de poder dirigir em florestas, na neve e no deserto proporcionam belas paisagens e uma ótima experiencia, você sente o peso dos carros, vê eles ficando sujos, a tela também fica suja e para mim é o momento de maior imersão do game

As customizações continuam, pode ser impressão minha mas tenho a sensação que as opções não aumentaram quanto a partes dos carros, mas a que existem são muito satisfatória e funcionam bem. O que realmente melhorou foram os adesivos e pinturas, temos muito mais opções de cores e agora podemos fazer nossos próprios adesivos e fazer upload nos servidores da Ubisoft, o que abre espaço para coisas incríveis no quesito customização.
Quanto a customização de performance se mantem muito parecido com o game antigo, quase como se fosse um RPG, temos que correr para conseguir caixas no fim da corrida que podem ter raridades diferentes, as caixas sempre são do tipo do veiculo que estava usando e quase sempre são melhores que os equipamentos usados no momento ( normalmente quando estamos perto do limite máximo de potencia fica mais difícil conseguir equipamentos melhores, no começo não aconteceu nem uma vez comigo).
Os gráficos tiveram um bom upgrade como eu disse, mas isso não diz respeito somente aos carros, os cenários também são lindos, as paisagens naturais são muito lindas, realmente de tirar o folego e os efeitos climáticos são muito bons, deixando a tela (e os carros) suja de areia ou lama e até mesmo com respingos de chuva.
O mapa de The Crew 2 conseguiu ser maior do que o seu antecessor, levando mais de uma hora fazer a famosa viagem costa a costa, as cidades mais marcantes do jogo estão maiores e mais bem elaboradas e polidas, mas infelizmente as cidades menores não estão mais la, o caminho entre as grandes cidades estão mais vazios e vemos pouquíssima coisa ( falando no quesito de "construções humanas"), mas as belezas naturais ajudam muito a preencher o mapa e nos deixam deslumbrados, o que justifica completamente o modo fotografia e todos os recursos que estão nele.

O áudio do jogo também é muito bom, as rádios estão melhores do que no game anterior, com mais rádios e mais musicas, sem mais comentários sobre elas. Os sons dos carros e afins são de fato o destaque aqui, os sons dos veículos são diferentes entre si, a sensação de velocidade e potencia é muito real, se possível use fones de ouvido quando forem correr, é muito gostoso ouvir o ronco dos motores
The Crew 2 mostrou grande evolução comparando com o inicio da série, mas ele ainda tem alguns problemas, acho que poderíamos ter maior customização visual nos veículos, parece que tiveram preguiça e por isso abriram para fazermos upload das nossas customizações. É um tanto difícil conseguir veículos novos pois são bem caros, mas as promoções dão bons descontos mesmo sem gastarmos dinheiro. No fim das contas o game é sim melhor que o anterior e vale a pena ter na coleção, mas depois de tantas horas de experiencia o gosto que fica na boca é "cade o próximo?", a expectativa para The Crew 3 cresceu muito mais depois de ter explorado ele mais e mais para poder escrever. Foi o melhor jogo de corrida que experimentei nessa geração. (para quem for usuário de Xbox, a não ser que você goste muito do Off Road, pode continuar com Forza Horizon).

4 de março de 2020

Final Fantasy 7 Remake DEMO

Sim, hoje não tem um jogo completo e sim a demo de um dos games mais esperados dos últimos tempos, o game vai ter uma atualização gráfica e de gameplay e aproveitei que o teste gratuito estava disponível para dar uma conferida.
Originalmente Final Fantasy 7 foi lançado em 31 de Janeiro de 1997 pela Square Enix e foi um sucesso arrebatador no final dos anos 90, sendo o primeiro game da franquia a não ter uma temática medieval, dessa vez a ficção cientifica toma conta com cenários industriais que agradaram muito o publico, além dessa mudança temos muitos personagens carismáticos que ajudaram na popularização no titulo, vendendo 9,8 milhões de cópias apenas no PlayStation 1, um valor muito alto para a época, o numero total de vendas hoje gira em torno de 12,3 milhões de cópias quando consideramos as suas versões para consoles mais modernos. No dia que essa review esta sendo postada (04/03/2020) a data prevista para o lançamento do Remake é dia 10 de Abril de 2020
Antes de começar quero dizer que essa é a visão de uma pessoa que jogou o game original, sendo assim a comparação é inevitável e a nostalgia afeta sim nossa experiencia com vídeo-games.

Quando os trailers de gameplay saíram, a mecânica parecia um pouco confusa pois agora seria um RPG de ação e não mais um jogo com batalhas por turno, mas ainda teríamos aqueles menus para selecionarmos os itens, magias e habilidades do personagem, com isso a jogabilidade parecia confusa e um tanto travada a principio mas jogando a sensação é completamente diferente, as lutas são fluidas, temos um combate no estilo hack and slash mas em meio a essa ação mais acelerada podemos apertar um botão e um menu se abre ao mesmo tempo que o game quase para ficando em super câmera lenta, assim podemos escolher se iremos usar um item, uma magia ou alguma habilidade criando combos durante a ação

Quanto aos gráficos, eles são impressionantes, os efeitos de sombra e luz estão muito bons, na imagem a cima se atentem a sombra no braço de Cloud e na luz que esta no seu outro ombro. É tudo muito lindo, e um dos melhores gráficos que já vi em RPGs, a sensação de estar vendo um dos filmes de animação da série e do nada podermos controlar os personagens foi grande na primeira vez que joguei a DEMO, os cortes entre as cinemáticas e os momentos de gameplay são muito finos, feitos de forma imperceptível, parece que a Square tomou a mesma decisão da Santa Monica com God Of War, reduzindo a qualidade das cinemáticas para que ficassem no mesmo nível gráfico da gameplay o que da uma imersão e fluides muito maiores enquanto jogamos, sem telas de carregamento para te tirar daquele universo. 

A DEMO de Final Fantasy 7 Remake foi uma grata surpresa, me deixou muito animado para um dia ter o game em mãos, o combate é fluido mesmo mantendo os menus e ataques selecionados, tudo isso se encaixou bem com a luta em tempo real. Os graficos são acima da média para os RPGs e faz jus ao esperado para a franquia que sempre teve cinemáticas lindas e filmes em animação muito bons também ( Advent Children, baseado no mesmo game, Final Fantasy 7). Se a Square Enix queria deixar os jogadores no hype para o que pode ser o maior game deles nessa geração, eles conseguiram.